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Altos e baixos da vida


Hoje foi a defesa de doutorado da minha amiga. Mais uma amiga-irmã que eu tive o prazer de conhecer, e viver com ela alguns anos. Passamos também por momentos difíceis, mas o melhor é que passamos. Não ficamos. Ninguém fica em momentos difíceis, certo? A gente não diz “estou ficando num momento difícil”, nós geralmente dizemos “estou passando com um momento difícil”, porque nós temos esperança que vai passar. 
Não que fazer um doutorado seja uma coisa ruim (o meu foi – não foi todo tooodo ruim, eu tive momentos bons também, muito momentos bons). Acredito que a minha amiga também teve seus momentos bons e ruins durante esses anos. O fato é que: nós muitas vezes nos sujeitamos a situações, momentos, e fases da vida que sabidamente não serão as melhores, e ainda assim escolhemos passar por elas. Por que? Porque acreditamos que é preciso; que passar por coisas ruins não significa uma perda de tempo, mas um melhoramento, uma aprendizado, uma experiência. As vezes nos questionamos o porquê nós tomamos essa decisão, principalmente quando a coisa fica pesada e difícil; mas daí apertamos o cinto, e vamos em frente para terminar logo com isso, e receber os louros dessa fase.
Muitas vezes nos encontramos em situações as quais não escolhemos. E nos perguntamos qual a razão disso? E muitas vezes não podemos encontrar; em Gênesis 50:20 está escrito  “Você pretendia me prejudicar, mas Deus planejou para o bem realizar o que está sendo feito agora, salvar muitas vidas”. Quem falou isso foi José, lembra da história dele? O menino que foi jogado num poço pelos irmãos, e logo em seguida vendido como escravo para os egípcios e tomado como morto #sqn. O pobre coitado passou por muita dificuldade, foi assediado, caluniado, preso para então depois de 17 anos mais ou menos, ele interpretar o sonho do faraó e chegar a ser governador e administrador do Egito. E Moisés? Que foi lançado no rio pela sua mãe, na tentativa de salvar a vida do filho. Aí a filha do Faraó recolheu ele, criou e ele era o príncipe do Egito para então descobrir que era adotado, que nas suas veias corria sangue escravo, depois ele matou um cara e fugiu para o deserto, e passou 40 anos lá, cuidando de ovelha (profissão que os egípcios abominavam), para só então voltar lá e resgatar seu povo da escravidão. Quarenta anos se perguntando "que merda estou fazendo aqui no deserto cuidando de ovelhas?"(não está escrito isso na bíblia, isso foi eu pensando por Moisés). E Daniel? Já ouviu falar dele? Aquele que foi jogado na cova dos leões? Ele era um adolescente quando os babilônios destruíram Jerusalém; ele era um jovem muito inteligente, muito bonito, e o fizeram eunuco! E ameaçaram mata-lo muitas vezes; ele causava inveja nos outros. E Deus o usou grandemente durante 70 anos na Babilônia. Ele viu seu povo voltar para Jerusalém, e ele viu muito mais coisas que Deus mostrou para ele. 

As vezes nos vemos em situações ruins que não escolhemos, e que não vemos significado para nossa vida. Mas que Deus usa para o bem. Já ouviram falar “há males que vem para o bem”? Pois. Para Deus nada é impossível, inclusive, usar situações adversas para o nosso bem. Nós podemos nos questionar, questionar a Deus, mas de que adianta? Nós temos apenas que confiar. Porque se nós entregamos nossa vida a Ele, nós precisamos confiar que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Romanos 8:28). Lembrando sempre: pode até demorar, mas vai passar.

Oremos: Senhor, obrigada por tudo o que tens feito por mim. Ajuda-me a entender os teus planos para minha vida. Abre meus olhos para que eu possa enxergar o teu agir nessas situações em que eu estou vivendo; no precioso nome de Jesus, amém.


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